Atualizado em maio de 2026 · Selic em 14,50% a.a. · CDI em ~14,40% a.a. Conteúdo educativo, sem recomendação personalizada de investimento ou financeira. Indicadores e produtos citados refletem a data de publicação. Consulte um profissional habilitado antes de decisões patrimoniais.
A restituição do Imposto de Renda quase sempre poderia ser maior. Não porque o fisco seja generoso — porque quase todo contribuintes deixa deduções na mesa. Algumas por não conhecer (previdência de dependente, livro-caixa de autônomo, doações vinculadas), outras por medo de chamar atenção (“não posso deduzir esse valor, vão me pegar”), outras por preguiça de juntar recibo. Este guia mostra as 8 categorias oficiais de dedução, os limites de cada uma em 2026, o que a maioria ignora, quando o modelo completo bate o simplificado — e como maximizar restituição sem piscar alerta na Receita.
Baseado em regras oficiais da Receita Federal, Lei 9.250/1995 (dedução-base), Leis específicas de doações incentivadas (ECA, PRONAC, Lei Rouanet, Lei Mendonça, Idoso) e Instruções Normativas RFB em vigor. Atualizado para a declaração IRPF 2026 (ano-base 2025).
Resposta direta — como aumentar a restituição em 60 segundos
- Decisão número 1: simplificado ou completo? Simplificado dá desconto padrão de 20% sobre rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34. Completo soma deduções reais. Se suas deduções reais somam mais de R$ 16.754,34, completo ganha. Se somam menos, simplificado ganha.
- Dependentes: cada um vale R$ 2.275,08 de dedução por ano + despesas médicas e educacionais do dependente.
- Educação: R$ 3.951,10 por pessoa (contribuinte + cada dependente). Sem redondeza — é valor limite fixo, qualquer coisa acima é glosada.
- Médicas: sem teto — mas exige recibo com CPF do profissional, CRM, valor, data.
- Previdência PGBL: até 12% da renda tributável anual. Inclui PGBL de dependentes.
- INSS, pensão alimentícia, livro-caixa autônomo, doações: deduções integrais, cada uma com regra própria.
- Deduções ignoradas que valem atenção: psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, previdência de dependente, doações ECA/FIA, livro-caixa do profissional autônomo.
- Recomendação firme: simule os dois modelos ao fechar o ano. Programa IRPF mostra o cálculo. Escolha o que dá maior restituição (ou menor imposto a pagar). Na dúvida, completo com deduções documentadas é quase sempre mais vantajoso para assalariado com dependentes.
Transparência: o Digital Comum não é contador, escritório de planejamento tributário, nem associação de classe. Não recebe comissão por citar corretoras, planos de previdência, associações ou instituições beneficentes. Este texto é educativo, baseado em regras vigentes em abril/2026, e não substitui orientação profissional em casos complexos (autônomo com livro-caixa extenso, doações de grande valor, contencioso fiscal em andamento).
Simplificado x Completo — qual escolher
Modelo simplificado
Aplica desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis. Limitado a R$ 16.754,34 em 2026. O programa IRPF faz esse cálculo automaticamente — você não precisa juntar nenhum recibo, nenhuma documentação, nenhuma comprovação de despesa.
Quando vale: renda tributável total acima de R$ 83.771,70/ano (porque 20% disso já atinge o teto), com poucas despesas reais dedutíveis. Ou contribuinte sem dependentes, sem médicas, sem previdência, só salário simples.
Modelo completo
Soma todas as deduções permitidas (INSS + dependentes + médicas + educação + PGBL + pensão + livro-caixa + doações) e subtrai da base de cálculo. Exige documentação completa.
Quando vale: total de deduções maior que R$ 16.754,34. O ponto de virada varia por contribuinte — se você tem cônjuge + 2 filhos + despesas médicas acima de R$ 8.000 + PGBL + escola particular, certamente passa. Se é assalariado solteiro sem médicas, certamente não passa.
A decisão é fácil — o programa faz pra você
No programa IRPF 2026, depois de preencher tudo, clique no resumo. Ele mostra os dois modelos em paralelo: simplificado X completo, com o IR devido (ou restituição) de cada. Escolha o que dá melhor resultado. Mudar de modelo dentro do prazo final da declaração (30/05/2026) é livre.
Depois do prazo, o modelo fica travado — retificadoras precisam manter o mesmo modelo. Ver Declaração retificadora do IR 2026.
As 8 categorias oficiais de dedução
1. Contribuição previdenciária oficial (INSS)
Tudo que foi descontado na fonte para o INSS em 2025. Não tem limite. Para quem é assalariado, aparece automaticamente no informe de rendimentos. Para autônomos, é a GPS recolhida mensalmente.
- Empregado com carteira: INSS do salário, da participação nos lucros, de outros rendimentos.
- Autônomo / contribuinte individual: GPS paga mensalmente. Total anual.
- Contribuinte facultativo: GPS opcional também deduz.
Se você contribuiu como empregado em parte do ano e autônomo em outra, soma tudo. Limite de contribuição (teto do INSS ~R$ 988 em 2025) se aplica ao cálculo do INSS, não à dedução — você deduz tudo que efetivamente pagou.
2. Dependentes
Cada dependente reconhecido pela Receita vale R$ 2.275,08 de dedução por ano. Categorias aceitas (conforme IN RFB):
- Cônjuge/companheiro (união estável ou casamento)
- Filhos e enteados até 21 anos (ou até 24 anos se estudando ensino superior ou escola técnica)
- Filhos e enteados de qualquer idade se incapacitados física ou mentalmente para o trabalho
- Pais, avós, bisavós — se renda anual do dependente ≤ R$ 24.511,92 (12 × R$ 2.042,66, base 2025)
- Irmão, neto, bisneto — se menor e sem pais, sob sua guarda judicial
- Menor (até 21 anos) que você tenha guarda judicial
- Deficiente físico ou mental, a partir de 25 anos, sob sua responsabilidade
Bônus: todas as despesas médicas e educacionais do dependente também entram na dedução total — sem contar contra o limite do R$ 2.275,08 (esses valores são separados).
Erro comum: declarar o mesmo dependente em duas declarações diferentes (ex-cônjuge, sogros). A Receita cruza e derruba ambos na malha. Ver Malha fina do IR 2026.
3. Educação
Limite anual: R$ 3.951,10 por pessoa (contribuinte + cada dependente). É limite individual, não pode ser somado: se você gastou R$ 10.000 em educação do mesmo filho, só R$ 3.951,10 dedutem.
Despesas aceitas:
- Educação infantil (creche, pré-escola)
- Ensino fundamental, médio
- Ensino superior (graduação, pós-graduação latu/strictu sensu — mestrado e doutorado)
- Educação profissional (técnico, tecnológico)
Não aceitas:
- Cursos livres (idiomas, música, esportes, informática fora de curso regular)
- Material escolar, uniforme
- Transporte escolar
- Alimentação escolar
- Taxa de matrícula (só mensalidade do curso)
4. Despesas médicas
Sem teto. É a dedução mais generosa — e por isso a mais fiscalizada. Qualquer despesa médica comprovada via recibo com CPF do profissional, CRM, valor e data, é dedutível integralmente.
Categorias aceitas:
- Consultas médicas (clínico geral, especialistas)
- Exames laboratoriais, imagem, genéticos
- Internações, cirurgias, procedimentos
- Plano de saúde (mensalidades)
- Tratamentos psicológicos (sim — psicólogo deduz!) e psiquiátricos
- Fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional
- Dentistas (consultas, tratamentos, aparelhos ortodônticos)
- Próteses, aparelhos ortopédicos
- Marca-passo, lentes intraoculares, cadeira de rodas
- Medicamentos só se prescritos durante internação hospitalar — fora disso, remédios de farmácia não entram
Pontos que pegam gente:
- Recibo precisa ter CPF do profissional. Sem isso, a Receita glosa.
- Plano de saúde entra pela DMED (o plano informa valores por CPF automaticamente). Se você deduzir valor maior que o da DMED, bate divergência imediata.
- Clínicas de estética geralmente não deduzem — só cirurgia reparadora (pós-câncer, pós-acidente) com prescrição médica.
- Academia e personal não deduzem.
Ver Malha fina do IR 2026 para os erros médicos que levam à malha.
5. Previdência privada — PGBL
Dedução de até 12% da renda tributável anual. Inclui PGBL próprio e PGBL de dependentes (até o mesmo limite conjunto, se declarar dependente).
Importante:
- Só PGBL deduz. VGBL não deduz (VGBL tributa só rendimento na saída, PGBL tributa o total).
- Contribuições a fundo de pensão patrocinado por empregador (fundos fechados de previdência) também entram.
- FAPI (fundo de aposentadoria programada individual) entra.
Estratégia de final de ano: em dezembro, se você está no modelo completo e ainda tem margem, contribuição adicional ao PGBL reduz IR do mesmo ano. É a forma mais direta de aumentar restituição via dedução — decisão consciente, não passiva.
6. Pensão alimentícia
Só dedutível se pactuada em decisão judicial homologada ou escritura pública de divórcio. Acordo verbal, acordo informal escrito, pensão paga “de boa vontade” — nada disso deduz. Guarde a sentença.
- Valor mensal pago × 12 meses = valor anual dedutível.
- Se pagou pensão atrasada, entra pelo valor efetivamente pago no ano (regime de caixa).
- Beneficiário declara a pensão recebida como rendimento tributável (via carnê-leão). Ver Carnê-Leão 2026.
- Filho pensionado não pode ser dependente seu ao mesmo tempo — tem que escolher.
7. Livro-caixa (autônomo)
Essa é a dedução mais ignorada por autônomo, profissional liberal, artista. Quem recebe por carnê-leão (advogado, médico, psicólogo, arquiteto, consultor, etc.) pode deduzir despesas necessárias à percepção do rendimento.
Despesas aceitas:
- Aluguel do consultório/escritório/estúdio
- Condomínio, IPTU do espaço de trabalho
- Energia, água, telefone, internet do local profissional
- Salário e encargos de funcionários (secretária, auxiliar)
- Material de consumo direto (papel, canetas, impressão)
- Serviços de terceiros (contador, revisor, tradutor)
- Despesas de viagem a trabalho
O controle é feito em livro-caixa (físico ou digital — planilha do Excel serve, desde que completa). Cada lançamento precisa de comprovante. O programa IRPF tem ficha específica para livro-caixa de profissional autônomo.
Deduções NÃO aceitas: aquisição de bens do ativo imobilizado (computador, mobiliário) — esses viram “Bens e Direitos”. Financiamento — só os juros entram. Despesas pessoais do profissional — nunca.
8. Doações incentivadas
Doações vinculadas a projetos aprovados em leis federais de incentivo dão dedução sobre o IR devido (diferente das outras que reduzem base de cálculo). Valor da doação abate diretamente do imposto a pagar.
| Destino | Lei | Limite de dedução |
|---|---|---|
| Fundos da Criança e Adolescente (FIA) | ECA (Lei 8.069/1990) | 3% do IR devido |
| Fundo do Idoso (FI) | Lei 10.741/2003 | 3% do IR devido |
| Cultura (PRONAC/Lei Rouanet) | Lei 8.313/1991 | Somado com outros incentivos, até 6% |
| Esporte (Lei de Incentivo ao Esporte) | Lei 11.438/2006 | Somado com outros incentivos, até 6% |
| PRONON/PRONAS (saúde oncológica e deficientes) | Lei 12.715/2012 | Somado com outros incentivos, até 6% |
| PSD (Programa Nacional de Apoio ao Desenvolvimento da Saúde) | — | Somado com outros incentivos, até 6% |
As doações FIA e FI têm limite próprio de 3%. Cultura + esporte + saúde incentivada são somadas até 6%. Totais acima não são dedutíveis.
Estratégia de final de ano: em dezembro, antes do dia 31, você pode fazer doação FIA ou FI até 3% do IR que você já sabe que vai pagar e literalmente escolher para onde vai parte do imposto. É um dos usos mais cívicos da dedução — o dinheiro iria para o Tesouro de qualquer jeito, você decide o destino.
Deduções que a maioria ignora — e valem dinheiro
Psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta
Muita gente acha que só médico entra em “despesa médica”. Falso. A Receita aceita qualquer profissional de saúde com conselho profissional (CRP para psicólogo, CREFONO para fonoaudiólogo, CREFITO para fisioterapeuta) — recibo com CPF, número do conselho, valor, data. Para quem faz terapia semanalmente, soma R$ 5.000-15.000/ano. Dedução integral.
Previdência privada do dependente
Se você contribui para PGBL do seu filho ou cônjuge dependente, essa contribuição entra no seu limite de 12% da renda tributável anual. Somada com sua própria, pode virar dedução substancial.
Empregado doméstico (regra limitada)
Até 2019 havia dedução específica. Hoje a regra mudou — pode-se deduzir a contribuição INSS patronal paga (8% sobre salário do empregado doméstico), limitado a um empregado com carteira assinada. Valor modesto mas dedutível.
Livro-caixa de autônomo/liberal
Como mencionado na categoria 7. Advogados, médicos, psicólogos, arquitetos, consultores, designers, tradutores, coaches (se cadastrados como profissional autônomo) — TODOS podem deduzir despesas do exercício profissional. Ignorar essa dedução é deixar milhares na mesa todo ano.
Doações ECA e Fundo do Idoso
Como mencionado na categoria 8. A dedução é direta do IR devido, não da base — efeito bem maior que uma dedução normal. Se o seu IR a pagar é R$ 10.000, você pode doar R$ 300 ao FIA (3%) e efetivamente “redirecionar” esses R$ 300 do Tesouro para o Fundo.
Pensão alimentícia a avós/pais
Se houver decisão judicial obrigando você a pagar pensão para pais ou avós idosos, esse valor deduz — aplicação menos comum mas legal.
Juros de financiamento estudantil (FIES)
Parcela de juros (não do principal) dos empréstimos FIES e PROUNI financiados deduzem como despesa educacional, dentro do limite de R$ 3.951,10 por pessoa. Menos comum mas legal para quem ainda paga parcelas.
Simulação prática — quando completo bate simplificado
Família com renda assalariada com dois filhos em escola particular, casal com plano de saúde, PGBL ativo:
- Rendimento tributável anual: R$ 120.000 (renda bruta ~R$ 150k menos INSS, benefícios isentos)
- Simplificado: 20% × 120.000 = R$ 24.000 → teto R$ 16.754,34 aplicado
- Base tributável no simplificado: 120.000 − 16.754,34 = R$ 103.245,66
No completo, as deduções somam:
- 2 dependentes × R$ 2.275,08 = R$ 4.550,16
- Educação 2 filhos × R$ 3.951,10 = R$ 7.902,20
- Plano de saúde (total família, via DMED): R$ 12.000
- PGBL (12% de 120.000): R$ 14.400
- Consulta cardiologista + exames não cobertos: R$ 1.500
- INSS descontado na fonte: R$ 8.000
- Total no completo: R$ 48.352,36
Base tributável no completo: 120.000 − 48.352,36 = R$ 71.647,64.
Diferença de base: R$ 103.245,66 − R$ 71.647,64 = R$ 31.598,02. Aplicada a alíquota marginal de 27,5%, isso dá R$ 8.689,48 a mais de restituição (ou R$ 8.689,48 a menos de IR a pagar) no completo vs simplificado.
Em um ano, R$ 8.689 a mais no bolso. Em 10 anos de vida útil da família com esse perfil, R$ 87.000 — o equivalente a um carro zero. Vale muito a pena guardar recibo.
Quando simplificado ainda ganha
assalariado jovem sem dependentes, com salário modesto, sem PGBL, sem plano de saúde (ou plano com baixo valor), sem despesas médicas significativas:
- Rendimento anual: R$ 50.000
- Simplificado: 20% × 50.000 = R$ 10.000 (abaixo do teto — aplicação integral)
- Completo (apenas INSS R$ 5.500 + sem mais nada): R$ 5.500
Simplificado ganha: R$ 10.000 de dedução padrão vs R$ 5.500 de dedução real. Diferença de R$ 4.500 × 15% (faixa marginal típica) = R$ 675 a mais de restituição no simplificado.
Como maximizar sem piscar alerta na Receita
1. Documente como se fosse ser auditado. Recibo médico com CPF, CRM, data, valor, descrição. Recibo de consultório de psicólogo idem. Plano de saúde bate com DMED. Doação com recibo timbrado do fundo receptor.
2. Declare dependente DE VERDADE. Dependente de fachada (sobrinho sem guarda judicial, primo que mora longe) cai em malha. Só entre em malha fina quando há dúvida real de quem deve declarar.
3. Não infle médicas acima do comprovável. DMED informa valor de plano de saúde. Recibo de profissional autônomo fica na sua pasta. Se você deduz R$ 20.000 em consultas avulsas, a Receita pode pedir todos os recibos. Deduza o que tem.
4. Educação tem teto individual. R$ 3.951,10 por pessoa. Excesso é glosa automática. Para quem paga R$ 4.500/mês em escola, a maior parte da despesa não entra — é expectativa realista.
5. PGBL até 12% da renda tributável. Não é 12% da renda bruta — é da renda tributável (já deduzido INSS). Passar disso é erro manifesto.
6. Doações com recibo timbrado do fundo oficial. FIA municipal, FIA estadual, FIA nacional; cada um com CNPJ próprio e mecanismo de comprovação. Doações a ONGs sem cadastro específico (Lei Rouanet, PRONAC, etc.) não valem — tem que ser em fundo de incentivo reconhecido.
Os 5 erros que anulam deduções
1. Recibo médico sem CPF do profissional. Glosa automática. Peça sempre.
2. Dedução de despesa paga pelo plano. Se o plano de saúde reembolsou, você não pode deduzir de novo. DMED informa valor que ficou com você (coparticipação) — deduza só isso.
3. Educação em escola de idiomas ou cursos livres. Não deduz — ensino regular apenas.
4. Pensão sem decisão judicial. Acordo verbal ou informal não é dedutível. Sem documento oficial, Receita glosa.
5. Duplicidade de dependente. Filho declarado por pai E mãe divorciados. Ambos caem em malha. Combinar em família é sempre mais barato.
Checklist antes de escolher modelo
- INSS descontado na fonte (assalariado) ou GPS paga (autônomo) somado.
- Dependentes identificados (quem, quantos, documentação).
- Despesas educacionais levantadas (só ensino regular).
- Despesas médicas com recibo completo (CPF + CRM + data + valor).
- Plano de saúde com DMED confirmada.
- PGBL até 12% da renda tributável.
- Pensão alimentícia com decisão judicial.
- Livro-caixa (se autônomo) preenchido e com comprovantes.
- Doações com recibo timbrado.
- Simular os dois modelos no programa IRPF antes de enviar.
Perguntas frequentes
Quanto de restituição eu consigo maximizar?
Depende do seu perfil. Para família assalariado com dependentes + PGBL + plano de saúde, ganhar R$ 5.000-10.000 a mais ao escolher completo com deduções bem documentadas é realista. Para assalariado solteiro sem PGBL, pode não compensar.
Posso deduzir consultas de psicólogo?
Sim. Psicólogo tem CRP (conselho regional). Recibo com CPF + CRP + valor + data entra em despesas médicas, sem teto.
Academia deduz?
Não. Atividade física em academia comum não entra em dedução. Exceção: fisioterapia prescrita por médico, feita em clínica com profissional CREFITO.
Odontologia deduz?
Sim. Consultas, tratamentos, próteses, aparelhos ortodônticos. Recibo com CPF + CRO (conselho de odontologia). Cirurgia estética odontológica (clareamento) em geral não entra — só se tiver prescrição médica.
Remédio de farmácia deduz?
Não. Só medicamento receitado e usado durante internação hospitalar, informado na conta do hospital. Remédio comprado em drogaria para uso ambulatorial não entra.
Viagens para tratamento médico deduzem?
Despesas de viagem em si não. Mas a consulta ou procedimento médico realizado fora do município de residência (com o profissional correto) entra normalmente.
Contribuí R$ 20.000 para PGBL mas minha renda tributável é R$ 100.000. Quanto deduz?
12% × 100.000 = R$ 12.000. O excesso de R$ 8.000 não deduz — mas fica registrado na sua conta de previdência; quando resgatar no futuro, é tributado pelo regime do plano.
Como doar ao FIA para deduzir?
Procure o site oficial do seu município ou do FIA estadual. Os valores doados via Lei ECA (3% do IR devido) são abatidos do imposto a pagar diretamente — o programa IRPF tem ficha específica. Exige recibo timbrado.
Posso deduzir parcelas de financiamento de imóvel?
Não. Imóvel é ativo patrimonial. As parcelas não são dedutíveis — só entram em Bens e Direitos. Juros pagos nem sempre, só em casos específicos de aluguel. Para deduções em imóvel, ver Declarar aluguel recebido no IR 2026.
Empregado doméstico com carteira — quanto deduz?
A dedução hoje é do INSS patronal pago (8% sobre salário), limitado a um empregado com carteira assinada. Para empregado ganhando R$ 2.000/mês, o patronal é R$ 160/mês = R$ 1.920/ano de dedução.
Planejei fazer doação FIA em dezembro. Vale a pena?
Se você já sabe que vai pagar IR significativo e tem espaço na alíquota, sim — você escolhe o destino de parte do imposto em vez de mandar para o Tesouro. Doação FIA até 3% do IR devido. Valide com contador se tem espaço no seu perfil.
Como saber se vale simplificado ou completo sem simular?
Regra prática: se soma de deduções supera R$ 16.754,34, completo ganha. Com 2 dependentes em escola + plano de saúde + PGBL ativo, geralmente passa. assalariado solteiro sem PGBL nem saúde particular: simplificado quase sempre ganha.
Veredito — simule ambos, documente tudo, aumente a restituição antes de dezembro
Aumentar a restituição do IR não é truque — é entender as regras. O simplificado é ótimo para quem tem poucos gastos dedutíveis; o completo é obrigatório para quem paga escola, plano, PGBL, terapeutas. A diferença entre os dois modelos pode ser R$ 5.000-10.000 ao ano para um perfil familiar típico — esse é o custo de não fazer a simulação.
Três comandos para internalizar: (1) guarde recibo médico com CPF + CRM durante o ano inteiro — a DMED já faz o trabalho pela parte do plano, mas profissionais autônomos dependem do seu controle; (2) em dezembro, se você ainda tem espaço, contribuição PGBL ou doação FIA/FI direcionam dinheiro que iria para o Tesouro para destinos seus; (3) simule ambos os modelos no programa IRPF antes de enviar — o programa faz isso em 3 segundos, escolha o melhor.
Para quem caiu em malha por dedução inflada: retifique removendo o excesso antes da Receita cobrar multa de ofício 75%. Ver Declaração retificadora do IR 2026. Para quem quer organizar o ano de 2026 (para declarar em 2027) já com recibos em dia: comece agora um sistema simples de pasta/planilha com médicos, educação, doações, PGBL. No final do ano, é só somar.
Temas adjacentes para aprofundar: Guia completo de IRPF 2026, Prazos, multas e restituição do IRPF 2026, Carnê-Leão 2026, Declaração retificadora do IR 2026. Para quem caiu em malha: Malha fina do IR 2026.
Dados conferidos em 24/04/2026. Fontes: Receita Federal (gov.br/receitafederal), Lei 9.250/1995 (deduções-base), Leis 8.313/1991 (Rouanet), 11.438/2006 (Esporte), 8.069/1990 (ECA), 10.741/2003 (Idoso), Instruções Normativas RFB vigentes. Limites da tabela atualizados conforme Lei 14.848/2024 e IN RFB 2.165/2023. Regras podem ser atualizadas; confirme no portal oficial antes de declarações envolvendo valores relevantes.