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Para anunciantes

Atualizado em maio de 2026. Esta página é o ponto único de contato para marcas, agências e PR interessados em alguma forma de relação comercial com o Digital Comum. Antes de propor qualquer coisa, leia até o fim. Vai te poupar tempo e vai poupar o meu.

Status atual

Estamos fechados para publicidade tradicional. Google AdSense aprovado e dormente — nenhum anúncio AdSense é veiculado. Nenhum link de afiliado ativo. Não aceitamos publipost, conteúdo patrocinado disfarçado de editorial, cessão de pauta em troca de pagamento ou produto.

Estado público das relações comerciais em /divulgacoes/.

O que aceitamos discutir

  • Link de afiliado declarado em artigos onde o produto é citado por mérito editorial próprio. Não criamos artigo para incluir afiliado.
  • Patrocínio identificado de uma edição da newsletter, com aviso visível no topo e no rodapé, e cláusula contratual de não-interferência editorial.
  • Cessão de produto físico para análise honesta — sem garantia de cobertura, sem aprovação prévia, sem revisão pré-publicação.
  • Citação técnica em comparativos quando a marca passa pelo mesmo crivo de evidência das demais — sem pagamento, sem preferência por desembolso.

O crivo: o tripé editorial aplicado a anunciantes

O Digital Comum é estruturado sobre três autores que servem de tripé editorial — Morgan Housel, Jordan Peterson e Carl Sagan. As mesmas três lentes são aplicadas a propostas comerciais. Não é poesia. É o que decide se uma proposta passa ou não.

Housel — comportamento, não promessa

O que conta não é a propaganda da marca. É o comportamento histórico dela. Marca que cobra taxa escondida em letra miúda, vende produto opaco como “exclusivo”, tem retrospecto de TAC com Banco Central, CVM, Procon ou autoridade equivalente — não passa. Não importa o tamanho do orçamento de mídia. Comportamento ao longo do tempo é o único dado que importa.

Peterson — responsabilidade compartilhada, sem terceirização

O anunciante é responsável pelo produto. O editorial é responsável pela associação. Nenhum dos dois delega culpa para o outro. Se aceitarmos relação com sua marca e o produto se mostrar diferente do briefing, somos co-responsáveis pela frustração do leitor — e a relação termina com reembolso, retirada pública e nota corretiva na página de divulgações. Por isso o filtro é alto antes do “sim”, e o “sim” é reversível.

Sagan — toda alegação comercial passa pelo mesmo crivo de evidência das alegações editoriais

Se a marca não consegue mostrar números reais, comparação honesta, metodologia pública, base de dados auditável — não pode anunciar aqui. “Rentabilidade atraente” não é número. “Líder de mercado” não é dado. “Aprovado por nossos clientes” não é evidência. “O melhor para você” não é proposição testável.

Se você precisar dessas expressões para vender o produto, o problema não é a página onde ele vai aparecer — é o produto.

O que jamais será aceito

  • Curso pago de finanças, coaching financeiro, mentoria individual de investimento, programa de “educação financeira” com promessa de retorno.
  • Grupo VIP de sinais, robô de trade, indicação de ação ou ativo específico, gestão de carteira terceirizada sem CVM.
  • Criptomoeda sem custódia pública auditada, sem white paper técnico verificável, ou sem regulação local equivalente.
  • Plataforma de “renda extra” com estrutura piramidal, marketing multinível ou modelo de afiliação interna.
  • Produto financeiro cujas letras miúdas escondam taxa, IOF, IR, carência ou condição relevante.
  • Banco ou fintech que vincule produto financeiro a relação bancária de forma forçada — cartão condicionado a CDB de prazo curto, seguro embutido em conta digital, taxa de manutenção disfarçada de “serviço diferenciado”.
  • Anúncio cujo público-alvo seja consumidor em situação financeira vulnerável — pessoas com nome negativado, crédito consignado para aposentado de baixa renda, empréstimo a juro composto sem CET divulgado.

Como funciona o processo

  • Canal único: e-mail direto para roberto@digitalcomum.com.br. Não trabalhamos com formulário automatizado, intermediário de mídia ou agência de pauta paga.
  • Briefing técnico, não comercial: o que o produto faz, como cobra, quem é o público, qual é o pior caso real para o cliente. Se você não consegue responder isso em texto direto, a proposta volta sem análise.
  • Resposta em até 7 dias úteis: sim ou não, com justificativa breve.
  • Se sim: contrato curto com três cláusulas inegociáveis — não-interferência editorial, reversibilidade a qualquer momento se o produto se mostrar diferente do briefing, listagem pública em /divulgacoes/ antes do go-live.
  • Se não: você pode pedir motivo. Vou responder por e-mail.

O que não está em discussão, em nenhuma circunstância

  • Aprovação prévia, pelo anunciante, de qualquer conteúdo editorial — citado ou não.
  • Remoção, edição ou suavização de comparativo, análise ou resenha negativa.
  • Posição garantida em ranking de comparativo, “destaque pago”, “produto recomendado pelo editor”.
  • Acesso da marca à pauta editorial em produção, ao calendário de publicações ou ao processo de revisão.
  • Conteúdo escrito pela marca publicado sob assinatura do Digital Comum ou do editor.
  • Pagamento por exclusão de menção a concorrente, por silenciamento de tema sensível ao setor, ou por evitar cluster editorial.
  • Cláusula contratual de “não-criticar” embutida em qualquer acordo, formal ou informal.

Por que a barra é alta

Porque a confiança do leitor é o único ativo do Digital Comum. Anunciante que não passe no crivo custa mais do que paga — receita marginal entra como dinheiro, mas sai como erosão de credibilidade que leva anos para reconstruir. Não compensa.

Anunciante que passa, no entanto, encontra audiência rara para os padrões do mercado brasileiro: trabalhador CLT, salário médio, atento, cético, que lê 30 minutos de análise técnica e toma decisão financeira a partir de evidência, não de propaganda. É leitor que pesquisa antes de assinar, compara antes de contratar, e converte quando o produto resolve um problema real. Em alguns mercados, isso vale mais do que volume bruto.

O que oferecemos quando faz sentido

Para a marca que passa no crivo, três coisas:

  • Exposição editorial em um portal cujo posicionamento público é exatamente “não vender alma” — o que torna a citação da sua marca, no nosso espaço, uma forma de auditoria pública pela escolha em si.
  • Análise técnica honesta do seu produto, com pontos negativos visíveis. Marca segura disso ganha; marca insegura sai perdendo. É feature, não bug.
  • Acesso a um leitor que toma decisão de longo prazo. Não é audiência de impulso. É audiência de consideração.

Se você está lendo até aqui e o produto que representa passa nos critérios acima, escreva. Se não passa, agradecemos o tempo de leitura — e ficamos felizes que tenha conhecido o site.

— Roberto Oliveira
Editor · Rio de Janeiro