Política Editorial
Atualizado em maio de 2026. Esta página define como o Digital Comum produz, revisa, publica e atualiza conteúdo. Onde tiver dúvida sobre como o site se comporta, o critério vive aqui.
A missão, sem rodeio
O Digital Comum existe para entregar informação financeira e técnica que se pode usar de fato — clara, datada, com fonte. A tese de fundo é que o sistema financeiro brasileiro raramente foi pensado para quem vive do próprio trabalho: juro alto para quem pega emprestado, juro baixo para quem guarda, produto opaco vendido como “exclusivo para você”, imposto com armadilha para quem não tem assessor. Descrevo a assimetria com fato e número; a conclusão sobre intenção e culpa fica com o leitor.
A casa é aberta a todas as rendas e níveis — de quem abre a primeira conta a quem administra patrimônio formado. O diferencial está no método, não no recorte de público. O mantra continua sendo “escrevo de quem está chegando, não de quem já chegou”, mas como postura de clareza, não como exclusão de quem já chegou.
Os três critérios que tudo aqui precisa passar
Precisão. Todo número que vai para o ar — taxa, alíquota, valor, indicador macro, cotação, especificação técnica — é conferido em fonte primária no mesmo dia da publicação. Selic vem do Banco Central, regra de IR vem da Receita, spec de iPhone vem do site da Apple. Não uso número velho. Não escrevo “aproximadamente” para esconder consulta defasada. Quando o número muda depois da publicação, atualizo o artigo com a data nova.
Clareza. Escrevo para adulto que tem pouco tempo. Frase curta, jargão explicado quando aparece, exemplo concreto antes de abstração. Não invento termo onde palavra comum cabe. Não enrolo para parecer técnico — quem precisa parecer técnico costuma não ser.
Utilidade. Cada artigo resolve uma dúvida real ou ajuda uma decisão concreta. Conteúdo de volume sem substância — listas de “10 dicas” óbvias, comparativo sem critério, post escrito para encher palavra-chave — não cabe aqui. Se um texto não passa no teste “se eu cortar 20% disso, fica mais claro?”, é porque está gordo.
Método: validação em tempo real e dupla verificação
Toda menção a preço, taxa, indicador macro, cotação ou dado de mercado é checada na sessão de produção, direto na fonte oficial — sem exceção. Quando existe mais de uma fonte legítima, cruzo as duas: indicador fundamentalista de ativo passa por base de mercado e por release da empresa ou pela B3; regra tributária passa pelo texto da Receita e pelo Diário Oficial quando há norma nova; spec de aparelho passa pelo fabricante e por uma referência técnica independente. Divergência entre fontes não é escondida — é descrita.
Toda fonte tem viés e data, inclusive as oficiais. Anotar quem publicou, quando, com que interesse e se a informação ainda vale faz parte do processo, não da nota de rodapé.
Fontes que uso
Quando o assunto é dinheiro:
- Banco Central do Brasil — Selic, Copom, IPCA, câmbio, regras de CDB, LCI, LCA.
- Receita Federal — Imposto de Renda, carnê-leão, malha fina, retificadora, DARF, regras tributárias.
- Comissão de Valores Mobiliários — FIIs, fundos, ofertas públicas, regras de recomendação.
- Tesouro Nacional — títulos públicos.
- B3 — cotações oficiais, regras e tributação de operações.
Quando o assunto é tecnologia: site oficial do fabricante, GSMArena para spec sheet cruzado de aparelhos, documentação técnica primária quando aplicável.
Bases de mercado privadas (corretora, agregador, analista) entram como apoio assinado — nunca como fonte única. Cruzo sempre com a oficial. Quando cito dado de terceiro, digo de onde veio e em que data consultei. Se a fonte deixar de existir ou mudar metodologia, atualizo o artigo afetado.
Como faço comparativo e análise
Comparativo aqui tem critério público antes da análise, não depois. Os critérios saem no início do artigo — preço, taxa, prazo, segurança, indicador fundamentalista, o que importar para aquela decisão — e se aplicam igual a todos os produtos comparados. O resultado segue o critério, não o meu humor nem o orçamento de mídia de quem é comparado.
Análise de ativo (FII, ação, ETF, fundo) é educativa, nunca recomendação personalizada. Trago indicadores fundamentalistas verificados no dia da publicação, contexto setorial, riscos visíveis, e o que o número sozinho não conta. Se tenho posição no ativo, declaro no próprio artigo.
Julgamento cego à relação comercial. Marca parceira em comparativo é tratada igual; se perde, perde publicamente, sem nota especial. Não recebo pagamento de empresa para subir posição em ranking. Não existe comissão variável que altere ordem de resultado. A relação comercial vive declarada na página Divulgações — nunca no veredito.
Como atualizo conteúdo
Mercado muda. Selic muda no Copom. Tributação muda quando o Congresso vota. Especificação de aparelho muda todo ano. O que faço quando acontece:
- Reviso o artigo afetado e atualizo a data no topo, junto com o número novo verificado na fonte do dia da revisão.
- Erro factual identificado vira nota de correção visível dentro do próprio artigo, datada — não corrijo no silêncio.
- Quando uma decisão de fundo muda — lei nova, regra do Banco Central, mudança de posição editorial — reescrevo o artigo inteiro em vez de remendar. A versão antiga não fica.
Como o site se sustenta
O Digital Comum se sustenta por quatro fontes declaradas:
- Trabalho do editor cobre a infraestrutura (hospedagem, domínio, ferramentas).
- Vendas dos manuais próprios — começando pelo IRPF 2026 — Manual de defesa do contribuinte e seguindo com os próximos em produção.
- Links de afiliado declarados, restritos a livro e tecnologia que eu de fato uso ou avalio, sempre com aviso visível no artigo e atributo
rel="sponsored"no HTML. - Google AdSense contextual, ativo no site, com bloqueio editorial das categorias incompatíveis com a missão (consignado a idoso, crédito sem CET, “renda extra” e correlatos).
O detalhe de como o AdSense opera aqui, o que é bloqueado e por quê, vive em Sobre anúncios neste site. Parceria com banco e corretora permanece fora por ora.
Nenhuma dessas fontes interfere na pauta, no conteúdo em produção ou no processo de revisão. A página Divulgações é o índice único e público de qualquer relação comercial: se existir alguma e não estiver lá, há erro a corrigir — e o leitor tem o direito de cobrar. Para marcas e PR, as regras de relação comercial estão em Para anunciantes.
O modelo pode mudar. A regra de transparência não muda. Se em algum momento o site passar a aceitar nova categoria de receita, o aviso vem antes da mudança — nesta página, na newsletter e em Sobre anúncios neste site.
Conteúdo financeiro: o aviso que importa
Tudo aqui é educativo. Não é recomendação personalizada de investimento, não é consultoria financeira, não é assessoria tributária, não é parecer jurídico, não é oferta de produto. Antes de qualquer decisão patrimonial — comprar, vender, declarar, contratar empréstimo, fazer previdência, mover patrimônio — consulte um profissional habilitado e regulado pelos órgãos competentes.
O Digital Comum é informativo, não consultivo. Trato o leitor como adulto capaz de decidir; meu trabalho é entregar evidência clara, não decisão pronta.
Quando eu erro
Vou errar. Número confere e depois muda. Lei sai e eu não acompanhei na hora. Análise envelhece. Quando isso acontecer e você ver antes de mim, escreva para roberto@digitalcomum.com.br com o link do artigo e o trecho — respondo pessoalmente. Erro identificado vira nota de correção dentro do próprio artigo, datada e visível.
A confiança do leitor é o único ativo do Digital Comum. Receita barata não justifica colocar esse ativo em risco — e erro encoberto, também não.
— Roberto Oliveira · Editor · Rio de Janeiro