Calculadora de endividamento
Seu diagnóstico
A regra dos 30% (e quando ultrapassar é OK)
A regra geral de planejamento financeiro: seu comprometimento mensal com dívidas não deve passar de 30% da renda líquida. Acima disso, fica difícil construir poupança/reserva e qualquer susto de saúde, desemprego ou conserto inesperado vira bola de neve.
Exceção: financiamento de imóvel pode chegar a 35% (porque substitui aluguel — você está pagando por um patrimônio, não consumindo). Acima de 35% pra dívidas em geral, situação está em risco.
Os 4 níveis
- Saudável (até 30%): situação confortável, espaço pra investir e responder a imprevistos.
- Atenção (30-50%): aperto. Foque em quitar a dívida mais cara primeiro, evite contrair novas.
- Crítico (50-70%): alto risco. Considere renegociar, vender bens, buscar consultoria financeira gratuita do Procon ou Defensoria.
- Superendividado (>70%): status legal (Lei 14.181/2021). Você tem direito a procurar Defensoria/Procon e exigir audiência de conciliação coletiva com todos os credores.
Cartão de crédito conta como dívida?
Sim. Some o valor médio da fatura mensal. Se você não paga 100% (rotativo), conta como dívida de altíssimo custo — juros de 14% ao mês são comuns. Priorize quitar essa antes de qualquer outra.
Reserva de emergência diminui meu nível de endividamento?
Não diretamente — esta calc olha % de renda comprometida. Mas reserva ajuda a evitar que novas dívidas surjam em emergências. Com reserva sólida, você não cai no cartão quando o ar-condicionado quebra.
Vale a pena fazer empréstimo pra quitar cartão?
Quase sempre sim. Cartão (rotativo) cobra ~14% a.m. Empréstimo pessoal cobra ~5-10% a.m. Consignado (CLT/aposentado) cobra ~1,8-2,3% a.m. Migrar de cartão pra consignado pode reduzir o juros total em 80%+. Mas atenção: não use o cartão de novo enquanto paga o consignado.