Atualizado em maio de 2026 · Selic em 14,50% a.a. · CDI em ~14,40% a.a. Conteúdo educativo, sem recomendação personalizada de investimento ou financeira. Indicadores e produtos citados refletem a data de publicação. Consulte um profissional habilitado antes de decisões patrimoniais.
Atualizado em maio de 2026 · Conteúdo educativo, não substitui consultoria contábil personalizada · Preços de tabela vigentes em mai/2026, sujeitos a reajuste e promoções.
Você abriu três abas no navegador: Contabilizei, Conube, Agilize. Está há vinte minutos comparando preço de plano, item de inclusão, tela do app. E ainda não respondeu a única pergunta que decide o resto: você vai abrir MEI, ME ou Sociedade Unipessoal Limitada? Porque a ferramenta que você precisa muda conforme a resposta — e em alguns casos a melhor “ferramenta” é o portal gov.br e uma planilha de R$ 0.
Este artigo entrega o comparativo que você procurou, com preços de maio de 2026 e o que cada SaaS realmente faz. Mas começa pelo passo zero, porque o leitor que escolhe ferramenta antes de escolher tipo de PJ paga duas vezes — uma na assinatura e outra no contador que vai ter que arrumar a bagunça depois.
O que você vai decidir aqui
| Seu perfil | Tipo de PJ certo | Ferramenta recomendada | Custo mensal estimado |
|---|---|---|---|
| Freelancer ou prestador até R$ 81 mil/ano | MEI | Portal do Empreendedor + planilha simples | R$ 0 a R$ 25 (DAS-MEI à parte) |
| Prestador R$ 81 mil a R$ 360 mil/ano (sozinho) | ME no Simples (Sociedade Unipessoal Limitada) | Contabilizei, Conube ou Agilize | R$ 79 a R$ 150 |
| Sociedade com 2+ sócios | LTDA tradicional | Contador local presencial ou ContaAzul + contador parceiro | R$ 200 a R$ 500 |
| Profissional liberal regulamentado (médico, advogado, engenheiro) | Sociedade Unipessoal Limitada | Contabilizei (planos PJ regulamentado) + conselho de classe | R$ 130 a R$ 250 |
O resto do artigo destrincha cada uma dessas linhas — em que circunstância vale, onde a ferramenta engana, e quando você está pagando por algo que o gov.br já entrega de graça.
1. A pergunta certa não é “qual ferramenta” — é “qual tipo de PJ”
Toda ferramenta de abertura de PJ no Brasil em 2026 faz basicamente três coisas: tira CNPJ pelo Portal do Empreendedor (no caso de MEI) ou via Junta Comercial estadual (no caso de ME e LTDA), inscreve em prefeitura e estado quando aplicável, e oferece serviço contábil mensal — emissão de nota fiscal, cálculo de impostos, entrega de obrigações acessórias. Nada disso é mágica. Tudo isso o gov.br também faz, com mais paciência e zero atendimento.
O valor real de uma ferramenta paga aparece em duas frentes: economia de tempo (você não vai aprender SPED Fiscal, e-Social e DCTFWeb pra economizar R$ 100/mês) e seguro contra erro (um enquadramento errado no Simples Nacional pode custar mais em um ano do que dez anos de mensalidade do Contabilizei). Mas ambas as frentes só fazem sentido se o tipo de PJ por baixo está certo. Trocar de Contabilizei pra Conube por causa de R$ 20/mês não muda nada se você é MEI quando devia ser ME, ou ME quando devia ser SUL.
A escolha do tipo de PJ depende de três variáveis, em ordem de peso: faturamento anual previsto, natureza da atividade (comércio, indústria, serviço regulamentado, serviço não-regulamentado), e se você vai ter sócio ou não. Quando essas três são respondidas, o tipo se autodefine — e só aí a ferramenta entra como execução.
2. MEI, ME e Sociedade Unipessoal Limitada — qual cabe em você
MEI: o atalho que vira armadilha quando o teto chega
O Microempreendedor Individual em 2026 mantém o teto de R$ 81.000 de faturamento por ano (ou R$ 6.750/mês em média) — o reajuste para R$ 130 mil debatido na Reforma Tributária ainda não foi sancionado em maio de 2026. O DAS-MEI mensal fica em torno de R$ 80–90 dependendo da atividade (comércio, serviço, caminhoneiro), e cobre INSS, ICMS ou ISS num só documento. É barato, é rápido (a abertura sai em cerca de 8 minutos no Portal do Empreendedor), e é a porta de entrada para milhões de freelancers e prestadores informais.
O problema do MEI não é o limite em si — é a velocidade com que ele chega quando o negócio engata. Um designer que cobra R$ 5.000 por projeto fecha 17 projetos no ano e estourou o teto. Um motorista de aplicativo com bom rendimento bruto pode estourar em meses. E o estouro não é cosmético: passou os R$ 81 mil em até 20%, você paga DAS retroativo na alíquota do Simples Anexo III ou V e migra pra ME no ano seguinte; passou mais de 20%, é desenquadramento imediato e tributação no Lucro Presumido (que é mais caro). Em ambos os casos, a Receita cruza tudo pelo CNPJ, então não tem como esconder.
Quem deve abrir MEI: prestador com faturamento estável e previsível abaixo de R$ 60 mil/ano, sem perspectiva real de dobrar nos próximos doze meses, sem necessidade de emitir nota fiscal pra grandes empresas (algumas exigem ME ou superior), sem sócio. Quem não deve: o consultor que tem dois clientes corporativos pagando R$ 4 mil/mês cada — esse já está R$ 96 mil/ano, então MEI é diagnóstico errado desde o dia 1.
Microempresa (ME): a faixa do meio que cobre a maioria dos prestadores
A ME no Simples Nacional vai de R$ 81 mil a R$ 360 mil de faturamento anual. Para o prestador solo, a forma jurídica recomendada desde 2019 é a Sociedade Unipessoal Limitada (SUL) — herdou as vantagens do antigo EIRELI sem exigir capital social mínimo de 100 salários mínimos. Você é o único “sócio” e tem responsabilidade limitada ao capital integralizado, o que protege patrimônio pessoal em caso de problema com a empresa.
O imposto efetivo de uma SUL prestadora de serviço no Simples fica entre 6% e 16,93% do faturamento, dependendo do anexo (III, IV ou V) e da faixa. O Anexo III é o caminho do prestador comum (consultoria, design, desenvolvimento, marketing) que cumpre a regra do fator R — relação entre folha de pagamento (incluindo pró-labore) e faturamento bruto dos últimos 12 meses. Se essa relação é maior que 28%, o serviço é tributado pelo Anexo III (alíquotas menores). Se é menor, cai pro Anexo V (alíquotas maiores). Quem ignora o fator R paga mais imposto sem perceber — esse é um dos motivos pelos quais contador online se paga.
Sociedade Limitada (LTDA) com 2+ sócios
Quando há mais de uma pessoa no negócio, a forma jurídica é LTDA tradicional. O capital social é livre, a responsabilidade dos sócios é limitada ao que cada um integralizou, e o contrato social precisa ser registrado na Junta Comercial. Aqui as ferramentas online ainda funcionam, mas a complexidade do contrato (cláusulas de saída, distribuição de lucros, direito de preferência, drag-along, tag-along em casos de captação) recomenda contador local ou advogado societário desde o dia 1. ContaAzul, Contabilizei e similares têm planos LTDA, mas o ganho marginal de um especialista presencial cobre a diferença de preço quando o negócio cresce.
3. Tributação — onde a ferramenta não decide nada
Existe uma fantasia confortável de que a ferramenta “escolhe o melhor regime” para você. Não escolhe. Quem escolhe é a estrutura da sua atividade, da sua folha, do seu cliente — e é uma decisão que se faz com lápis e papel antes de qualquer aplicativo. Os três regimes possíveis no Brasil em 2026 são:
Simples Nacional — alíquota única, recolhimento mensal via DAS, faixa de até R$ 4,8 milhões/ano. Para a esmagadora maioria dos prestadores e pequenos comércios, é onde mora o menor imposto efetivo. O detalhe que importa: dentro do Simples, o anexo determina a alíquota inicial. Anexo III (serviços com fator R cumprido) começa em 6%, Anexo V (serviços com fator R baixo) começa em 15,5%. A diferença em 12 meses pode pagar o salário de um estagiário.
Lucro Presumido — para faturamentos entre R$ 4,8 milhões e R$ 78 milhões/ano (ou para empresas excluídas do Simples por atividade). A Receita “presume” um lucro padrão — 8% ou 32% do faturamento dependendo da atividade — e tributa em cima dessa presunção (IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ISS/ICMS à parte). Para prestador de serviço com baixa margem real, pode ser mais caro que o Simples; para prestador com margem alta, pode ser mais barato.
Lucro Real — obrigatório para faturamentos acima de R$ 78 milhões/ano e para algumas atividades (instituições financeiras, fatoring, etc.). Tributa o lucro contábil de fato apurado. É o regime mais complexo e o que mais consome contabilidade — não cabe em ferramenta online genérica.
O que isso significa na prática para quem está abrindo agora: se sua atividade é serviço prestado pessoalmente, sem capital intensivo, e seu faturamento previsto cabe em R$ 360 mil/ano, a resposta é Simples Nacional, Anexo III, regularizando o fator R com pró-labore mínimo de 28% do faturamento. Para tudo fora dessa caixa, contador especialista resolve em uma reunião de 30 minutos, e qualquer ferramenta SaaS que prometa “calcular automaticamente o melhor regime” deve ser olhada com a mesma desconfiança que você olha o gerente do banco oferecendo previdência.
4. Contador online vs contador local — quando vale cada um
O modelo SaaS contábil resolveu uma dor real: o contador local de bairro que cobrava R$ 300/mês para entregar guia de imposto atrasada e não responder e-mail. Para o prestador solo no Simples Nacional, com volume de notas fiscais previsível e sem operações estranhas, contador online entrega o suficiente: emissão de NF, apuração mensal de DAS, declaração anual (DEFIS), declaração de IR pessoa física quando incluída no plano. Tempo de resposta no chat costuma ser de minutos a poucas horas, e o histórico fica acessível por aplicativo.
O modelo quebra em quatro situações: operações fiscais não-triviais (importação, exportação, ICMS-ST, substituição tributária, regimes especiais estaduais), auditoria ou litígio (Receita pediu esclarecimento, parcelamento, REFIS), contrato societário com cláusulas que mudam tributação (distribuição desproporcional de lucros, holding patrimonial), e qualquer situação em que você precisa que alguém atenda o telefone na quinta-feira às 14h. Nas quatro, contador local — preferencialmente um que tenha CRC ativo, dois ou três clientes de porte similar ao seu, e que aceite trabalhar com tua planilha em vez de empurrar o ERP dele — é diferença entre dormir tranquilo e perder noite no domingo conferindo guia.
O custo da diferença não é grande quanto parece. Contador online sai em torno de R$ 80–150/mês para SUL no Simples; contador local com bom atendimento sai em R$ 200–500/mês. O delta de R$ 100–350 não compete com a economia de imposto que uma orientação certa entrega num único trimestre. Se você está acima de R$ 200 mil de faturamento anual ou tem qualquer complexidade adicional, contador local especialista é um investimento, não despesa.
5. As quatro ferramentas comparadas honestamente
Os preços abaixo são de tabela em maio de 2026 para o plano de prestador de serviço no Simples Nacional, sem promoção. Promoções rotativas de 30–50% no primeiro ano são comuns nos quatro — não considere o preço promocional na sua decisão de longo prazo, considere o preço de tabela.
| Ferramenta | Mensalidade tabela (PJ Simples) | NF emitidas inclusas | IR pessoa física do sócio | Atendimento | Diferencial honesto |
|---|---|---|---|---|---|
| Contabilizei | ~R$ 89–129/mês | Ilimitadas | Inclusa no plano anual | Chat e telefone, qualidade alta | Maior base de clientes do setor; processos automatizados, contador “rotativo” (você não tem um nome fixo) |
| Conube | ~R$ 79–119/mês | Ilimitadas | Inclusa em planos superiores | Chat, e-mail, contador dedicado em planos premium | Foco em prestador de serviço; oferece pró-labore e folha mais simples que concorrentes |
| Agilize | ~R$ 99–149/mês | Ilimitadas | Cobrança extra na maioria dos planos | Chat e telefone | Plataforma robusta, mas mais cara em planos básicos; melhor para PJ com folha de funcionário |
| ContaAzul | ERP a partir de R$ 99/mês + serviço contábil parceiro a partir de R$ 150/mês | Conforme parceiro | Não incluso (parceiro à parte) | Suporte do ERP separado do contábil | Não é só serviço contábil — é ERP financeiro com integrações; vale para quem quer financeiro+contábil junto, não para prestador puro |
Onde escolher cada um, sem panfleto de afiliado:
Contabilizei faz sentido para o prestador médio que aceita troca de “contador rotativo” por preço e processo automatizado. O atendimento é bom porque a equipe é grande, mas você não vai construir relacionamento com Fulano da Silva — vai falar com quem está disponível no chat. Para quem só quer DAS pago em dia e NF emitida, é suficiente.
Conube é a opção para o prestador que quer atendimento mais próximo sem pagar contador local. Os planos premium oferecem contador dedicado, e a interface é menos burocrática que a Contabilizei. O preço base é levemente menor, mas o IR pessoa física só vem nos planos superiores.
Agilize faz mais sentido para PJ que tem folha (pelo menos 1 funcionário com carteira) — a plataforma processa folha melhor que as outras duas, e o custo extra do plano se justifica nesse caso. Para prestador 100% solo, é a mesma coisa por mais dinheiro.
ContaAzul não é concorrente direto — é ERP financeiro que oferece serviço contábil via parceiros. Faz sentido para quem quer fluxo de caixa, conciliação bancária, contas a pagar e a receber, e relatórios gerenciais no mesmo lugar onde a contabilidade roda. Para o prestador solo que só precisa de NF e DAS, é overkill.
6. Quando o gov.br + planilha basta (e por que ninguém te conta)
Para o MEI puro, com faturamento estável, sem funcionário, sem operações fiscais especiais, com clientes pessoa física ou pequenas PJ que aceitam recibo: o Portal do Empreendedor + uma planilha de controle resolve quase tudo. A abertura é gratuita e leva minutos. O DAS é gerado mensalmente no próprio portal e pago via PIX ou boleto. A nota fiscal pode ser emitida direto no sistema da prefeitura (na maioria das cidades de médio e grande porte, é online e gratuito). A declaração anual (DASN-Simei) é uma única tela com o faturamento total e leva menos de cinco minutos pra preencher.
O que você perde nesse caminho: a tranquilidade de “alguém olhando” e a integração de IR pessoa física com PJ. Se você é MEI com faturamento simples, isenção de IR ou declaração simplificada, a perda é zero. Se você tem renda extra (aluguel, investimentos, dividendos), o ganho de ter alguém integrando IR pessoal com PJ aparece — mas mesmo aí, contador online só pra IR-PF custa R$ 80–150 por temporada, não R$ 1.000+/ano em mensalidade.
O que faz sentido pagar: uma assessoria contábil pontual no momento de decisão — quando abrir, quando migrar de MEI pra ME, quando incluir sócio, quando fechar. Cada uma dessas decisões custa R$ 300–800 com contador competente, e te economiza pesadelo retroativo. Não é mensalidade, é consultoria por evento. E é, na maioria dos casos de MEI puro, a opção mais inteligente do que assinar SaaS de R$ 1.000/ano pra fazer o que o gov.br faz de graça.
Perguntas que o leitor digita no Google
Qual o custo total real de abrir e manter uma ME no Simples em 2026?
Abertura: R$ 0 a R$ 200 (depende da Junta Comercial estadual e se você usa ferramenta paga ou faz pelo gov.br). Manutenção mensal: R$ 79 a R$ 150 de contador online + DAS variável (6% a 16,93% do faturamento, anexo III a V). Para um faturamento de R$ 10 mil/mês no Anexo III, o DAS sai em torno de R$ 600 — então o custo total mensal é aproximadamente R$ 700–750 (contador + impostos), ou ~7% do faturamento.
Quanto tempo leva pra abrir um MEI versus uma ME?
MEI: 5 a 15 minutos pelo Portal do Empreendedor, CNPJ na hora. ME: 5 a 30 dias úteis dependendo da Junta Comercial estadual, da prefeitura e da Receita Federal. Algumas ferramentas (Contabilizei, Conube) prometem 7 a 15 dias para ME — é realista em estados com Junta digital ágil (SP, MG, RJ); pode passar de 30 em estados mais lentos.
Posso ter um MEI ou ME sendo trabalhador ao mesmo tempo?
Sim, na imensa maioria dos casos. A exceção principal é servidor público, que tem restrições por lei e por estatuto do órgão. Para trabalhador da iniciativa privada, ter PJ paralelo é legal e cada vez mais comum, mas atenção a duas coisas: (1) o contrato trabalhador pode ter cláusula de exclusividade ou não-concorrência; (2) prestar serviço pra própria empregadora como PJ configura “pejotização” e pode ser questionado em ação trabalhista — não é o atalho que parece.
Vale mais a pena migrar de MEI pra ME ou ficar como autônomo (RPA) sem PJ?
Depende do faturamento e da regularidade. Autônomo paga 27,5% de IR (alíquota máxima), 11% de INSS sobre o teto, e tem dedutibilidade limitada. ME no Anexo III começa em 6% e raramente passa de 16,93% no Simples. Para faturamento acima de ~R$ 40 mil/ano com regularidade, ME paga muito menos imposto — a aritmética favorece a PJ a partir desse ponto.
O que é o fator R e por que muda tanto a alíquota?
Fator R é a relação entre folha de pagamento dos últimos 12 meses (incluindo pró-labore do sócio) e faturamento bruto do mesmo período. Se essa relação é igual ou superior a 28%, o serviço é tributado pelo Anexo III do Simples (alíquotas de 6% a 33%, mas começando em 6% para faturamentos baixos). Se é inferior a 28%, cai pro Anexo V (alíquotas de 15,5% a 30,5%, partindo do dobro). A diferença prática para um prestador que fatura R$ 10 mil/mês é de aproximadamente R$ 950 vs R$ 1.550 de DAS — R$ 7.200/ano de diferença.
Contabilizei faz IR pessoa física do sócio?
Sim, em planos anuais (não em mensais). É um dos diferenciais reais — o IR-PF do sócio integra com a contabilidade da PJ, então pró-labore, distribuição de lucros e dependentes ficam coerentes nas duas declarações. Conube oferece em planos superiores; Agilize cobra à parte na maioria dos casos.
Veredito honesto
Se você fatura ou vai faturar até R$ 60 mil/ano com regularidade e sem expectativa de dobrar logo: MEI pelo Portal do Empreendedor, controle em planilha, e R$ 0 de mensalidade contábil. Pague consultoria contábil pontual (R$ 300–600) quando o faturamento começar a chegar perto do teto, pra planejar a migração com seis meses de antecedência. Não assine SaaS contábil pra MEI puro — você está pagando por algo que o gov.br entrega gratuitamente.
Se você é prestador de serviço solo, fatura ou vai faturar entre R$ 81 mil e R$ 250 mil/ano, com clientes pessoa jurídica que exigem nota fiscal: Sociedade Unipessoal Limitada no Simples Nacional, Anexo III, com Contabilizei ou Conube. A escolha entre as duas é menor que a escolha do tipo de PJ — Contabilizei tem maior escala e processo, Conube tem atendimento mais próximo no plano premium. Use o teste grátis dos dois, decida em duas semanas.
Se você está entre R$ 250 mil e R$ 500 mil/ano, com folha de funcionário ou operações fiscais não-triviais: contador local especialista, com CRC ativo, dois ou três clientes do seu porte. Os R$ 200–500/mês adicionais sobre o SaaS pagam-se em uma única orientação certa em planejamento tributário ou societário. Ferramenta tipo ContaAzul como ERP financeiro complementa, mas não substitui.
Se você está abrindo sociedade com sócio: contador local + advogado societário desde o dia 1. O contrato social mal-feito custa centenas de horas e dezenas de milhares de reais quando dá problema, e dá problema mais cedo do que você imagina. Não economize aí.
A ferramenta certa, em todos os cenários, é a que cabe no tipo de PJ certo. Inverter essa ordem é pagar pra resolver o problema errado — e o Brasil de 2026 é especialista em vender essa inversão.
Conteúdo educativo. Cada situação tributária tem variáveis específicas que escapam a um artigo. Antes de qualquer decisão de abertura, migração ou enquadramento, consulte contador habilitado.